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15 fev
2018

Os pais devem interferir na escolha profissional dos filhos?

Há 4 anos atrás, a convite de uma amiga, coordenadora pedagógica, realizei um processo de orientação profissional para os alunos do ensino médio de uma escola particular.

Trabalhamos com um grupo de 20 alunos e dentre eles uma adolescente chamou minha atenção nas atividades, pois sempre estava apática, com olhar meio tristonho. Ela realizava as atividades, mas era como se estivesse seguindo apenas um protocolo

A mãe desta adolescente durante a reunião com os pais, apresentava uma postura dominadora, sempre se colocava a frente das respostas da filha, já determinando que o curso escolhido era o Direito. Percebendo a problemática, estabelecemos reuniões individuais com as duas e descobrimos que na verdade a mãe sempre teve o sonho de cursar Direito. Ela havia feito Administração por imposição do pai, para administrar os negócios da família. O desejo da filha era cursar música, aptidão que a mãe reconheceu ser um dom natural na adolescente.

O resultado desta história? A mãe voltou a universidade para cursar direito aos 47 anos de idade, para realizar seu sonho, a filha foi cursar música. Segundo minha amiga, que era a coordenadora pedagógica, ambas estavam muito felizes e até o relacionamento entre elas melhorou.

Este é apenas um caso, entre muitos que acontecem no consultório ou nas escolas que prestam este tipo de serviço. A influência dos pais pode ser exercida de várias maneiras. O mais importante é com certeza não impormos aos filhos expectativas que tínhamos conosco, sonhos que eram nossos ou exercer um controle exacerbado sobre algo que influenciará a vida deles como um todo.

Na maioria dos casos os pais não têm noção do que estão influenciando e as atividades na O.P. também auxiliam neste contexto.

Uma boa influência dos pais é aquela que tem muito diálogo, tem empatia, respeito e entende que o filho é um ser único.

Quer saber mais sobre orientação profissional para adolescentes? Deixe nos comentários ou utilize meus contatos. Terei imenso prazer em responder.

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a autora

Mari Telma

psicóloga & coach

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